Empresa de combustíveis de São Tomé e Príncipe facturou 22,9 milhões de dólares em 2006

12 June 2007

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 12 Jun – A Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO) de São Tomé e Príncipe facturou 22,9 milhões de dólares em 2006, sendo gasóleo o mais vendido de todos os produtos comercializados, afirmou segunda-feira em São Tomé o administrador da empresa.

Em declarações à macauhub, José Barbosa disse que a ENCO, que detém o monopólio de comercialização de combustíveis no arquipélago, registou vendas de cerca de 22,9 milhões de dólares em 2006 contra 16,4 milhões de dólares em 2005.

De acordo com o administrador-executivo da empresa, o gasóleo foi o produto mais vendido num montante de 11,6 milhões de dólares, equivalente a 50 por cento de todas as vendas efectuadas em 2006 e com uma variação positiva de 38 por cento em comparação com 2005.

A seguir ao gasóleo surge a gasolina que atingiu 29 por cento das receitas de 2006 num valor estimado em 6,7 milhões de dólares e o combustível para aeronaves Jet A-1 com 13 por cento e um valor de 3 milhões de dólares.

As restantes percentagens foram distribuídas por petróleo, gás e outros lubrificantes no quadro das receitas de vendas efectuadas no período em análise.

A maior parte dos produtos vendidos pela ENCO foram consumidos por um dos seus principais clientes de sempre, a Empresa Nacional de Água e Electricidade, que produz ecomercializa a energia eléctrica no país, numa produção sustentada em quase 80 por cento por combustíveis, sobretudo, o gasóleo.

“O mais vendido em 2006 foi gasóleo por causa da EMAE que consome mais de 60 por cento deste produto”, sublinhou o administrador da ENCO.

José Barbosa revelou ainda que em termos de importações, a empresa a que preside comprou do estrangeiro um total de 34,9 milhões de litros de combustíveis que lhe custaram 18,7 milhões de dólares, sendo, o gasóleo o mais importado num total de 20,2 milhões de litros, representando quase 60 por cento de todas as aquisições efectuadas no ano passado.

Fundada há mais de 25 anos, em substituição da extinta Shell, que também detinha o monopólio de comercio de combustíveis em São Tomé e Príncipe, a ENCO é abastecida por uma única empresa fornecedora estrangeira, a angolana Sonangol.

Além do capital maioritário afecto ao Estado são-tomense, a ENCO conta com 40 por cento das acções da própria Sonangol com os restantes 9 por cento a pertencerem a sócios privados são-tomenses. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH