Moçambique que reforçar laços económicos com Macau

18 June 2007

Macau, China, 18 Jun – O ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, disse sexta-feira em Macau que existe um vasta área de cooperação com Macau, nomeadamente na área do turismo, que pode ser aproveitada pelos homens de negócios locais.

Manuel Chang falava depois da assinatura de um acordo para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o rendimento, um documento considerado “fundamental” para o desenvolvimento das relações bilaterais.

Edmund Ho, chefe do Executivo de Macau, e Manuel Chang, ministro das Finanças de Moçambique, rubricaram o acordo, o quinto por parte do país africano e o quarto por Macau e segundo com um país de língua portuguesa.

Macau assinou em 2003 um acordo semelhante com Portugal e em 2004 com a China e com a Bélgica.

Manuel Chang lembrou ainda que para “além do turismo, existem potencialidades nos sectores das minas, agricultura e indústria” que podem ser exploradas por empresários de Macau.

O secretário para a Economia e Finanças de Macau, Francis Tam, referiu que Macau pretende continuar a “consolidar o seu papel de plataforma entre a China e os países de língua portuguesa”.

“Macau tem todo o interesse em reforçar a sua rede de contactos com outros países e territórios porque (…) só assim o papel de plataforma terá cada vez mais efeito” disse Francis Tam.

O acordo assinado entre Macau e Moçambique abrange todas as áreas da economia e do comércio e, de acordo com uma nota explicativa do acordo, “favorece as empresas que exercem as suas actividades nas duas jurisdições e reduz o encargo fiscal das pessoas individuais”.

“Além de baixar directamente o imposto devido, ainda diminui os custos de funcionamento elevando a competitividade dos contribuintes”, acrescenta ainda a nota.

O ministro moçambicano antes de deixar Macau reafirmou que o governo do Maputo vê a sua relação com a China numa base de cooperação e não teme qualquer tipo “colonização”.

“Nós não temos nenhum receio. O relacionamento com a China não é recente e vem dos tempos da luta pela libertação nacional. Neste momento está a ser reforçado e entendemos que não há nada a temer”, referiu Manuel Chang.

A República Popular da China concedeu a Moçambique um financiamento, a dois anos, de 400 milhões de dólares para projectos, nomeadamente ao nível de infra-estruturas básicas necessárias ao “desenvolvimento do país nomeadamente à construção de infra-estruturas de que Moçambique precisa como estradas, rede eléctrica, comunicações e água potável para as populações”. (macauhub)

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