FMI dá uma nota de “bom” à recente evolução macroeconómica em Angola

25 June 2007

Washington, Estados Unidos da América, 25 Jun – O Fundo Monetário Internacional (FMI) classificou como boa a recente evolução macroeconómica de Angola, de acordo com as conclusões preliminares da visita de uma missão da organização a Luanda entre 24 de Maio e 6 de Junho.

O crescimento do rendimento tem-se fortalecido desde 2001, tanto no sector petrolífero e diamantífero como nos sectores não-extractivos (especialmente nas manufacturas, processamento, construção e serviços), destaca-se no relatório.

O FMI sublinha que o crescimento económico chegou a 18,6 por cento em 2006, valor alcançado pelos dois dígitos de crescimento nos sectores petrolífero e não-petrolífero.

Angola fez recentemente progressos notáveis na redução da inflação, que no final de 2006 atingia 12 por cento, abaixo dos 19 por cento registados em 2005.

A descida da inflação ficou, todavia, aquém, da meta enunciada pelo governo, que era de 10 por cento, nota o FMI.

No curto e médio prazos as perspectivas económicas continuam positivas. Os indicadores sugerem que o crescimento continuará forte (…) Em 2007, o Produto Interno Bruto deverá fixar-se nos 31 por cento, reflectindo as receitas de novos campos petrolíferos, o crescimento consolidado na agricultura, manufacturas, construção e o sector energético deverá impulsionar o PIB do sector não petrolífero, prevê.

Contudo, Angola enfrenta a volatilidade do mercado para as suas exportações de petróleo, com o FMI a salientar que a grande flutuação dos preços do petróleo terá efeitos decisivos na balança de pagamentos externa e fiscal.

Em conclusão, o FMI identificou três desafios a que as autoridades angolanas terão de dar resposta: a gestão da riqueza geradas pelo petróleo, a melhoria da competitividade da economia e o desenvolvimento da economia baseada nos sectores não-petrolíferos. (macauhub)

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