Portuguesa Mota-Engil quer crescer 30 por cento este ano em Angola

25 June 2007

Porto, Portugal, 25 Jun – A Mota-Engil prevê que o seu volume de negócios em Angola cresça 30 por cento este ano, ultrapassando 400 milhões de euros, disse sexta-feira na cidade do Porto o presidente da Mota-Engil Engenharia.

Arnaldo Figueiredo confessou-se “completamente surpreendido” com a “dinâmica” demonstrada pelo mercado angolano, que é actualmente o principal mercado externo da construtora, representando 16 por cento da facturação.

Considerando que Angola é, para a empresa, “quase mercado doméstico, como Portugal”, o administrador destacou o crescimento “sempre acima do mercado” ali registado pela Mota-Engil, com o volume de negócios agregado a crescer 70 por cento em 2004/2005 e 45 por cento em 2005/2006, ascendendo a 311 milhões de dólares neste ano.

Para 2007, Arnaldo Figueiredo – que falava no Porto durante um seminário sobre as relações económicas Portugal/Angola – diz estar previsto um crescimento na ordem dos 30 por cento do volume de negócios agregado.

A trabalhar “ininterruptamente” em Angola desde 1946, a “máquina” actual da Mota-Engil em Angola inclui 3.700 trabalhadores, sendo aquele país africano responsável por 16 por cento do negócio da construtora e 35 por cento do seu volume de negócios internacional, assumindo-se como o primeiro mercado externo para a empresa.

Segundo recordou, a Mota-Engil começou a fazer investimento directo em Angola em 1980, tendo desde então criado várias empresas de direito local nas mais diversas actividades, desde a construção aos materiais de construção, cabotagem marítima, concessão de serviços de máquinas e concessão para venda e pós-venda de camiões e automóveis Volvo.

Actualmente, a participada da Mota-Engil Martifer, que opera na área metalomecânica, está a investir 15 milhões de euros numa fábrica, cujo projecto está já aprovado e que deverá estar concluída dentro de seis meses, no município angolano de Viana.

Também aprovada está, segundo Arnaldo Figueiredo, a criação de uma empresa de logística e transportes que irá fazer a logística da actividade da própria empresa e também de terceiros. (macauhub)

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