Projectos de investimento portugueses em Angola duplicaram em 2006 e devem continuar a crescer

10 July 2007

Lisboa, Portugal, 10 Jul – O número de projectos de investimento portugueses em Angola mais do que duplicou no ano passado, atingindo 191, e deverá continuar a crescer este ano, de acordo com um relatório da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

No primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados da agência angolana para o investimento privado (ANIP) citados no relatório da AICEP segunda-feira divulgado em Lisboa, o total de projectos de investimento portugueses aprovados em 2006 é superior ao registado entre 2001 e 2005 (190).

No primeiro trimestre deste ano, foram aprovados 56 projectos de investimento portugueses, o que deverá significar um total de mais de 200 projectos até Dezembro, a manter-se este ritmo.

Em relação ao montante investido, mais do que triplicou no espaço de três anos – de 103 milhões de euros em 2004 para 330 milhões no ano passado.

Há dois anos, Angola era o 15º destino de investimento para as empresas portuguesas, tendo subido para a sexta posição no ano passado, representando 5,9 por cento do total.

De acordo com a AICEP, há mais de 200 empresas portuguesas instaladas em Angola actualmente.

Entre estas destaca-se a posição no sector financeiro – BPI, BES, Millennium BCP e Amorim Holding – no sector diamantífero e de mineração – Grupo Espírito Santo – e na construção civil e materiais de construção.

Também no comércio externo o crescimento do relacionamento bilateral tem vindo a acentuar-se de forma significativa.

Até Abril deste ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, as exportações portuguesas para Angola cresceram 49 por cento, para 492 milhões de euros, fazendo antever o melhor ano de sempre.

Portugal mantém-se assim como o principal fornecedor de Angola, com uma quota de 17 por cento, à frente de países como os Estados Unidos (9,8 por cento), Brasil e China (8,5 por cento cada).

No mesmo período, Portugal importou de Angola quase 29 vezes mais do que até Abril do ano passado, um total de 81 milhões de euros, sobretudo em produtos petrolíferos. (macauhub)

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