Adopção do euro em São Tomé e Príncipe não é prioritária, governador do banco central

13 July 2007

Lisboa, Portugal, 13 Jul – O governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe afirmou quinta-feira em Lisboa que a adopção do euro como moeda do arquipélago é uma solução “interessante”, mas não prioritária.

“É interessante enquanto alternativa, mas o que é preciso é reorganizar a economia para responder aos desafios de competitividade”, afirmou Arlindo Carvalho à agência noticiosa portuguesa Lusa.

A adopção do euro tem sido defendida por alguns economistas e políticos são-tomenses e também o ex-ministro português das Finanças Luís Campos e Cunha a advogou numa passagem pelo arquipélago na semana passada.

No caso de São Tomé optar por substituir a moeda nacional, disse o professor da Universidade Nova de Lisboa, citado pelo Jornal de São Tomé, a melhor solução é a moeda da zona euro, uma vez que a União Europeia é o “principal parceiro da indústria e do comércio santomense”.

Recentemente, o presidente da Guiné Equatorial defendeu que São Tomé e Príncipe devia optar pelo Franco CFA.

Arlindo Carvalho, que falava à margem de uma conferência comemorativa dos 32 anos da independência de São Tomé e Príncipe, afirmou que a adopção do euro é “uma questão de reflexão” para as autoridades, mas há problemas urgentes a resolver.

“Temos uma balança de pagamentos estruturalmente desequilibrada, e precisamos de inverter isso com um modelo de desenvolvimento virado para produção de bens e serviços”, defendeu.

O novo modelo de desenvolvimento, afirmou, passa pela criação de infra-estruturas no arquipélago que permitam tirar partido da posição geográfica privilegiada, em pleno golfo da Guiné, para criar uma “placa giratória” entre África e a Europa, América e Ásia. (macauhub)

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