Moçambique encomenda estudo sobre política e estratégia dos biocombustíveis

16 July 2007

Maputo, Moçambique, 16 Jul – Moçambique contratou a empresa de consultoria Ecoenergy para apresentar até Setembro uma proposta que defina a política e estratégia de Moçambique em relação aos biocombustíveis, escreve a agência de notícias africana, APA.

O director nacional para as energias novas e renováveis do Ministério da Energia de Moçambique disse domingo à APA que a existência de um documento estratégico é um passo fundamental para estabelecer um programa coerente de produção de etanol e biodisel.

“Se Moçambique quer ser competitivo nos mercados dos biocombustíveis deve estudar o assunto e depois definir claramente o que pretende oferecer” disse Antonio Saide.

O mesmo responsável do Ministério da Energia disse que a estratégia para Moçambique deve ter em consideração as matérias-primas, competitividade e os mercados.

A empresa de consultoria norte-americana já apresentou uma estudo sobre o potencial dos biocombústiveis em Moçambique o qual sugere que a jatrofa, rícino, palmeira africana e cocos podem ser usados para a produção de biocombustíveis enquanto o etanol pode ser produzido a partir da cana-de-açúcar, milho e mandioca.

Moçambique está a estudar a possibilidade de investir num programa de desenvolvimento da produção de biocombustíveis de modo a fornecer energia barata aos sectores de turismo e manufacturação.

Moçambique tem capacidade de produzir mais de 40 milhões de litros de biocombustível e 21 milhões de litros de etanol numa área de cinco milhões de hectares destinada essencialmente a colheitas. (macauhub)

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