Ministros das Finanças de África exigem “maior peso” no FMI e no BM

26 July 2007

Maputo, Moçambique, 26 Jul – Os ministros das Finanças de África vão exigir próxima semana em Maputo que o continente tenha “um maior peso” nas decisões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, afirmou quarta-feira em Maputo o ministro moçambicano das Finanças.

Os responsáveis pelas finanças dos países africanos vão sublinhar a importância de o continente ser mais ouvido nas decisões do BM e do FMI, durante a reunião dos titulares do pelouro das Finanças de África, governadores dos bancos centrais do continente e directores das duas mais importantes instituições financeiras do mundo, a decorrer entre 30 e 31 deste mês na capital moçambicana.

Para o ministro Manuel Chang, a influência dos países africanos sobre as decisões do FMI e do BM está largamente reduzida pelo facto de o sistema de votação das duas instituições conferir predominância aos países que mais quotas pagam, que são os mais ricos do mundo.

“A igualdade que seria garantida pelo voto básico, a que os representantes de África tem direito no FMI e do BM, é logo ultrapassada pelo princípio do voto por quotas, que beneficia os países mais ricos, que são os que mais quotas pagam para as duas instituições”, enfatizou Chang.

A fraca capacidade de influência de África nas políticas do FMI e do BM também podia ser atenuada se mais quadros do continente ingressassem nas duas instituições, assinalou o ministro moçambicano das Finanças.

A reunião contará com a participação de 46 ministros das Finanças, governadores dos bancos centrais dos países de África e representantes do BM e do FMI. (macauhub)

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