Produção de castanha de cajú em Moçambique deverá aumentar este ano

6 August 2007

Maputo, Moçambique, 06 Ago – A produção de castanha de cajú em Moçambique poderá aumentar cinco mil toneladas para 80 mil este ano em resultado da renovação de muitas árvores e do controlo da doença do oídio, informou o jornal Notícias, de Maputo.

O jornal, que cita o Instituto Nacional do Cajú (Incaju), adianta que só este ano serão pulverizados perto de 3,5 milhões de cajueiros para o combate àquela doença que ataca as árvores, sobretudo no período da floração.

O programa foi iniciado em Maio e o Incaju diz que maiores esforços estão a ser concentrados nas províncias da Zambézia, Sofala, Nampula e Cabo Delgado, dada a sua importância estratégica na produção da castanha.

No ano passado foram pulverizados em quase todo o país perto de 3,234 milhões de árvores, para uma produção global que se situou na ordem das 75 mil toneladas.

Filomena Maiópué, directora nacional do Incaju, disse que para além do aumento do número de plantas a pulverizar na presente safra, concorrem para o alargamento das projecções, em termos de produção esperada, as boas condições climatéricas que se fazem sentir.

“É preciso dizer que há outros factores que concorrem para a produção da castanha, que são as queimadas descontroladas. Se isso não se verificar, acreditamos que teremos uma produção média de 80 mil toneladas de castanha”, sustentou.

Referindo-se à capacidade instalada para o processamento da castanha, Filomena Maiópué indicou que no ano passado foram processadas em Moçambique 20 mil toneladas de castanha, quantidade um pouco menor do que no ano anterior.

Esta queda nas quantidades processadas derivou da paralisação de algumas unidades devido a problemas de gestão por parte dos seus proprietários, com duas dessas unidades, que continuam paralisadas, a localizarem-se na província de Nampula, maior produtora da castanha no país. (macauhub)

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