Oito empreiteiros disputam projecto de reconstrução e ampliação do terminal de combustíveis da Matola

7 August 2007

Maputo, Moçambique, 07 Ago – Oito empresas, três das quais moçambicanas, apresentaram propostas para o concurso de pré-qualificação para a reconstrução e ampliação da capacidade da terminal de combustíveis da Matola, informou segunda-feira o jornal Notícias, de Maputo.

Joaquim Zucule, director executivo dos Caminhos de Ferro de Moçambique-Sul, disse ao Notícias que na fase de pré-qualificação apresentaram-se 13 empresas a comprar os cadernos de encargo, das quais apenas oito apresentaram as suas propostas, tendo uma quarta empresa moçambicana aparecido no concurso associada a uma sul-africana.

O projecto visa dotar a terminal de combustíveis da Matola de uma capacidade acrescida por forma a responder às exigências impostas pela perspectiva de servir também o mercado regional.

Recentemente, o governo sul-africano autorizou a construção de um oleoduto ligando o terminal de combustíveis da Matola às regiões de Mpumalanga e Witbank, com vista a minimizar o défice gerado pelo aumento dos níveis de consumo de derivados de petróleo naquele país vizinho.

Nas actuais condições, o terminal da Matola tem capacidade para manusear um milhão de toneladas por ano, esperando-se que depois de concluídas as obras atinja cinco milhões.

A iniciativa de construir um oleoduto ligando o porto da Matola à África do Sul é da “joint-venture” Petroline, que junta a empresa pública moçambicana Petromoc e diversos parceiros seus sul-africanos.

As intervenções previstas no terminal incluem a substituição e/ou reparação dos braços articulados de carga e descarga, do sistema de bombagem de recolha dos produtos, adequação do sistema de fornecimento de energia eléctrica e transferência da conduta de combustível que actualmente corre ao longo do parque de armazenagem de minérios para fora do recinto da terminal de carvão. (macauhub)

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