Premier Oil prossegue exploração de petróleo na Guiné-Bissau apesar de novo “desaire”

31 August 2007

Lisboa, Portugal, 31 Ago – O consórcio liderado pela petrolífera britânica Premier Oil vai prosseguir os trabalhos de exploração de petróleo na Guiné-Bissau, apesar de os dois primeiros furos se terem revelado “secos”, afirmou quinta-feira em Lisboa Stephen Want.

Want, responsável da empresa para a Guiné-Bissau, revelou que os trabalhos no segundo poço, “Eirozes 1”, iniciados em Abril, foram infrutíferos, não tendo sido descoberto petróleo com valor comercial.

Stephen Want encontra-se em Lisboa com outros responsáveis do consórcio – que integra ainda a Sterling e a Occidental – e da petrolífera estatal guineense, Petroguin, para avaliar os mais recentes dados recolhidos no terreno.

“Ainda acreditamos nas possibilidades [de existência de petróleo] na Guiné-Bissau”, referiu o mesmo responsável, à margem da reunião, que no início dos trabalhos contou com a participação do ministro dos Petróleos da Guiné-Bissau, Soares Sambú.

Em Abril, a Premier Oil abandonou e selou o primeiro furo efectuado na Guiné-Bissau, “Espinafre 1”, e deslocou a plataforma para o novo local.

Depois de ter completado a aquisição de informação sísmica sobre o “offshore” guineense, a petrolífera retomou no final de 2006 os trabalhos de exploração no país, onde é concessionária dos campos Esperança e Sinapa, na sub-bacia Casamança-Bissau.

Estes têm uma área total superior a 5.800 quilómetros quadrados, com profundidades entre 10 e 2.000 metros. (macauhub)

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