Brasil quer restringir ainda mais importação de produtos chineses

3 September 2007

Brasília, Brasil, 03 Set – O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento do Brasil, Ivan Ramalho, lidera uma missão governamental à Pequim com uma proposta para ampliar o acordo de restrição voluntária de exportações acertado com a China.

No caso dos tecidos, o governo brasileiro quer incluir mais oito tipos de produtos na lista de 63 espécies de confecções e tecidos listados pelos dois governos, nos quais os chineses se comprometeram a limitar o aumento de vendas ao Brasil.

As exportações totais da China para o Brasil estão este ano a crescer 50 por cento e o aumento nas vendas de têxteis é grande”, disse Ivan Ramalho, que levará à Ásia representantes das indústrias têxtil e de brinquedos.

No caso dos brinquedos, em que há um acordo para limitar as vendas chinesas a 40 por cento do mercado brasileiro, há divergências entre os dois países sobre a melhor forma de contabilizar a origem das mercadorias que ingressam no mercado brasileiro.

Muitos produtos chineses entram no Brasil como se fossem de outra procedência e o Ministério do Desenvolvimento quer, de acordo com Ramalho, “harmonizar” as estatísticas, para permitir um melhor acompanhamento do comércio bilateral.

As estatísticas chinesas, adiantou Ramalho, revelam vendas ao Brasil em média 2 a 3 mil milhões de dólares acima do que as autoridades brasileiras registam como importações provenientes daquele país.

A China aceitou os acordos de restrição voluntária de exportações chinesas para o mercado brasileiro a fim de evitar que o Brasil usasse o mecanismo de “salvaguardas”, previsto no contrato de adesão dos chineses à Organização Mundial do Comércio (OMC). (macauhub)

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