Exportações brasileiras para Angola cresceram 60 por cento em 2006

5 September 2007

Luanda, Angola, 05 Set – As importações angolanas do Brasil aumentaram 60 por cento em 2006 tendo atingido 836 milhões de dólares contra 520 milhões um ano antes, afirmou terça-feira em Luanda o ministro angolano das Finanças, José Pedro de Morais.

Na sessão de abertura de um seminário sobre as relações comerciais Brasil/Angola, o ministro angolano adiantou que as trocas comerciais entre os dois países aumentaram 14 por cento nos primeiros cinco meses de 2007 comparativamente ao período homólogo de 2006.

Na base do crescimento do comércio, disse o ministro, estão as facilidades financeiras concedidas através do Programa de Financiamento as Exportações (Proex) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil.

Em 2005, o volume de financiamento atingiu cerca de 475 milhões de dólares e, no ano seguinte, foi ampliado para 750 milhões.

Afirmou que, actualmente, os dois países estudam a possibilidade de alargar estas facilidades financeiras, tendo em conta o nível de absorção por parte das autoridades angolanas deste fluxo de financiamento.

“A participação de produtos brasileiros no conjunto das importações de Angola tem sido cada vez maior. Em 2003, as exportações brasileiras representaram cerca de 4,3 do global das importações angolanas, em 2004 e 2005 seis por cento e em 2006 a proporção passou para cerca de sete por cento”, disse.

Dos produtos importados por Angola, entre outros como maquinarias, electrodomésticos, peças para viaturas, tractores e aparelhos de telecomunicações, destacam-se ainda a gasolina e produtos para a indústria petrolífera.

O embaixador do Brasil em Angola, Marcelo Vasconcelos, afirmou por seu turno que Angola é o quarto país africano que mais importou, em 2006, produtos diversos do Brasil, depois da África do Sul, Nigéria e Egipto.

Em 2006, as exportações de Angola para o Brasil, principalmente petróleo, foram de cerca de 460 milhões de dólares, de acordo com o diplomata, que afirmou desejar a existência de uma maior diversificação de produtos angolanos exportados para o seu país. (macauhub)

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