Reunião dos accionistas da STP Airways termina sem acordo sobre modelo de gestão

14 September 2007

Lisboa, Portugal, 14 Set – A reunião dos accionistas da STP Airways – Estado são-tomense, EuroAtlantic e Taag – terminou quarta-feira sem acordo quanto ao modelo de gestão, tendo ficado novo encontro agendado para o final do mês, afirmou o presidente da comissão instaladora.

Felisberto Neto disse à agência noticiosa portuguesa Lusa que “existe consenso” das três partes quanto ao facto de o futuro controlo da gestão caber à EuroAtlantic, mas que ao nível da administração dos parceiros “há pontos que necessitam de ser clarificados”, que se escusou a especificar.

A ronda negocial de três dias terminou na quarta-feira em São Tomé e o próximo encontro terá lugar entre 28 e 30 de Setembro, segundo adiantou o presidente da Comissão Instaladora, em contacto telefónico a partir de Lisboa.

Sem alteração fica ainda o esquema da ligação aérea de São Tomé a Lisboa, que actualmente é assegurada através de Luanda, com recurso e aviões da Taag e fretados por esta.

“A TAAG está impedida de voar (para a Europa) e, enquanto for desta forma, só nos resta esperar que a situação seja reposta”, disse Felisberto Neto.

O presidente da comissão instaladora confessa que São Tomé “está ávido” de que sejam restabelecidas as ligações directas regulares à Europa, o que deverá acontecer até ao final do ano, afirma.

Actualmente, a ligação de São Tomé a Luanda está a ser feita pela Taag, sendo posteriormente encaminhados para aparelhos fretados à sul-africana SAA os passageiros com destino a Lisboa.

A angolana Taag e a portuguesa EuroAtlantic foram os vencedores da privatização da transportadora aérea são-tomense STP Airways, em Julho deste ano.

A venda de 65 por cento do capital da empresa rendeu ao Estado são-tomense perto de dois milhões de dólares.

A STP Airways substituiu no final do ano passado a Air São Tomé, transportadora que tinha como parceiro a TAP Air Portugal, e que foi extinta depois de em meados do ano passado ter perdido num acidente aéreo o único aparelho de que dispunha. (macauhub)

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