Países africanos de língua oficial portuguesa aproveitaram apoio da União Europeia

21 September 2007

Bruxelas, Bélgica, 21 Set – A União Europeia foi em 2006 o maior doador na área do desenvolvimento, com 48 mil milhões de euros, tendo os cinco países africanos de língua portuguesa aproveitado bem os fundos atribuídos, de acordo com dados da Comissão Europeia.

Os dados da Comissão obtidos pela agência noticiosa portuguesa Lusa indicam que Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe apresentam taxas de execução entre 75 e 100 por cento do denominado Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED).

O FED é o principal instrumento do bloco europeu no âmbito da cooperação para o desenvolvimento dos países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), assim como dos países e territórios ultramarinos.

A ajuda da União Europeia representa quase 100 euros por cidadão europeu por ano, superior aos 53 euros dos Estados Unidos da América e aos 69 euros do Japão.

Em relação aos países africanos de língua oficial portuguesa, as taxas de execução foram bastante satisfatórias e os cinco países vão seguramente aplicar a totalidade dos fundos que lhe foram destinados ao abrigo do 9º FED até final do ano, ainda de acordo com a Comissão Europeia.

As taxas de execução são de 100 por cento em Cabo Verde, 95 por cento em Angola, 85 por cento em Moçambique e 78 por cento na Guiné-Bissau sendo a de São Tomé e Príncipe mais baixa.

Em Timor-Leste é ainda muito cedo para se fazer um balanço uma vez que o país beneficia do FED há apenas um ano, pode ler-se no relatório.

O Fundo Europeu de Desenvolvimento, criado em 1964, é celebrado por um período de cinco anos, terminando este ano o 9º Fundo, que dispôs de uma verba de 13,5 mil milhões de euros.

O próximo FED, que compreende o período entre 2008 e 2013, deverá dispor de 24 mil milhões de euros, um aumento de 35 por cento em relação ao anterior. (macauhub)

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