Barreira chinesa à carne brasileira trava comércio bilateral, diz entidade empresarial

10 October 2007

São Paulo, Brasil, 10 Out – A restrição da China à carne brasileira é um dos principais obstáculos ao incremento no comércio entre os dois países, disse à macauhub o secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

“A questão da carne é sensível”, refere Rodrigo Maciel, que esteve na cidade chinesa de Dalian em Setembro para o Fórum Económico Mundial representando a CEBC, entidade que tem empresas como Vale do Rio Doce, Embraer e Odebrecht entre os seus associados brasileiros.

No fórum de Dalian, de acordo com o dirigente empresarial, “as barreiras para a entrada da carne brasileira no mercado chinês foram apontadas como importante entrave que precisa ser superado”.

O outro grande obstáculo ao avanço do comércio bilateral seria a dificuldade para obtenção de licenças para projectos de logística na China.

Para o secretário-executivo do CEBC, o investimento do Brasil para buscar a redução das barreiras chinesas traria “grandes lucros aos produtores de carne brasileiros”.

A China anunciou o veto à carne bovina de todas as regiões do Brasil em Janeiro de 2006, após um surto de febre aftosa.

Em 2005, o Brasil vendeu 2,3 milhões de dólares em carne bovina aos chineses, valor que, embora pequeno, representou um aumento de 72,5 por cento em relação ao ano anterior.

Na avaliação do dirigente do Conselho Empresarial Brasil-China, porém, as carnes não são os únicos produtos alimentícios que oferecem possibilidades de ganhos para o Brasil.

“O aumento do rendimento da classe consumidora impulsiona o consumo de carne bovina, aves, peixes, laticínios e frutos, diversificando a dieta até então rica principalmente em grãos”, disse Maciel à macauhub. (macauhub)

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