Participação brasileira na Feira de Cantão deve crescer 20 por cento

11 October 2007

São Paulo, Brasil, 11 Out – O número de empresários brasileiros que compraram pacotes turísticos para a próxima Feira de Cantão cresceu 20 por cento este ano, disse à macauhub o director de Turismo da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico (CBCDE).

Alexandre da Mata, que é também proprietário da Gladtur – empresa turística especializada em viagens de negócios à Ásia, afirma que 300 empresários brasileiros já confirmaram presença na 102ª edição da Feira de Cantão, que ocorre de 15 a 20 e de 25 a 30 de Outubro.

Ainda de acordo com o director da CBCDE, as vendas de pacotes para esta edição do Outono já superam em 15 por cento a comercialização registada em Abril, na anterior edição do evento.

Como há empresários que se deslocam à China sem a intermediação da CBCDE e da Gladtur, o número de empresas brasileiras representadas na Feira de Cantão – que é considerado a maior feira multissectorial da China – deve superar as três centenas.

O presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico, Paul Liu, diz ver com “muita satisfação” o aumento do interesse do empresário brasileiro que, segundo ele, era bastante resistente há alguns anos.

Na avaliação de Liu, a Feira de Cantão é o ambiente ideal para o empresário que deseja mergulhar no mundo chinês, mas não tem ainda um objectivo bem definido.

“A gente não espera que voltem de lá com negócios fechados na primeira visita. É preciso ir para conhecer e então estudar bem as possibilidades”, disse.

Apesar de a importação ainda ser o mote da viagem de grande parte dos visitantes – em especial dos sectores de têxteis, papelaria, presentes, maquinário e equipamentos – os empresários brasileiros começam a enxergar outras possibilidades.

Para Paul Liu, as exportações para o gigante asiático também estão em alta. “Este ano, a China abriu um espaço na feira também para as empresas estrangeiras que querem vender para lá”.

Liu cita o caso da indústria de calçado brasileira, que antes sofria com a concorrência dos produtos da China e hoje vê no país um grande mercado para a venda de calçado bem acabados. “Não adianta os empresários brasileiros se encolherem com medo dos chineses, tem é que tentar entrar naquele mercado”, afirma.

A primeira fase da Feira de Cantão, entre 15 e 20 de outubro, é dedicada aos negócios em maquinaria, electroelectrónicos, iluminação, têxteis, materiais de construção, produtos químicos e mecanismos para veículos e construções. Já entre os dias 25 e 30, o foco é nos sectores de alimentos, utensílios domésticos, decoração, presentes, papelaria e acessórios.

A Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico contará com um stand na ala internacional da feira para orientar os interessados em fechar negócios entre os dois países. (macauhub)

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