Guiné-Bissau: FMI considera “difícil” situação macroeconómica apesar das melhorias em 2007

19 November 2007

Bissau, Guiné-Bissau, 19 Nov – A situação macroeconómica da Guiné-Bissau é “difícil” apesar das melhorias registas na arrecadação de impostos entre Julho e Outubro deste ano, afirmou sábado em Bissau Catherine Mc Auliffe, do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com Mc Auliffe, chefe de uma missão do FMI que esteve em Bissau nas últimas duas semanas para avaliar a situação macroeconómica da Guiné-Bissau, as melhorias permitiram um aumento de 28 por cento nas receitas tributárias.

Essa situação contraria a observada no mesmo período em 2006, quando a arrecadação de impostos conheceu uma quebra de 13 por cento.

Para o FMI esse factor foi possível devido ao programa de saneamento das Finanças Públicas encetado pelo governo desde Abril deste ano, cujos resultados já “começam a ser notados”, nomeadamente a nível do controlo das despesas e uma gestão transparente dos fundos públicos.

“Apesar desta evolução na gestão das Finanças Públicas, a situação mantém-se difícil”, considerou Catherine Mc Auliffe, que mesmo assim acredita que a Guiné-Bissau poderá conhecer “dias melhores” em 2008 com a consolidação do programa do seneamento das Finanças Públicas.

A chefe da missão do FMI afirmou que, devido às indicações recebidas, a sua instituição estará em condições de, a partir de Janeiro de 2008, assinar um Programa de Assistência Pós-Conflito (EPCA, na sigra inglesa), instrumento que o ministro das Finanças guineense, Issuf Sanghá considerou “crucial” para a estabilização macroeconómica do país.

Com a assinatura deste programa, em negociação desde 2003, a Guiné-Bissau receberá do FMI uma ajuda substancial de 5,5 milhões de dólares, cuja primeira tranche deverá ser desbloqueada já em Janeiro,num montante de 2,6 milhões de dólares, disse Catherine Mc Auliffe. (macauhub)

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