Moçambique: Banco português assume controlo do moçambicano BCI-Fomento

26 November 2007

Maputo, Moçambique, 26 Nov – O grupo português Caixa Geral de Depósitos passou a ser o accionista maioritário do BCI-Fomento, segundo maior banco moçambicano, com 51 por cento do capital, depois da reestruturação accionista sexta-feira concluída.

Na nova repartição do capital, a Caixa Geral de Depósitos, que já era o maior accionista, com 42 por cento, passa a ser maioritária, com 51 por cento, o BPI mantém a participação de 30 por cento e o grupo Insitec assume 19 por cento do capital.

A reestruturação resulta da saída do grupo moçambicano SCI e a venda dos 28 por cento do capital que este tinha no BCI-Fomento à Insitec e à CGD.

O responsável máximo pelo grupo moçambicano Insitec, Celso Correia, foi confirmado novo presidente [não-executivo] do Conselho de Administração do banco BCI-Fomento, em substituição de Magid Osman.

A entrada de Celso Correia, 29 anos, terá resultado de um financiamento para a aquisição de 19 por cento das acções da holding Grupo Moçambicano – SCI – criado pelo antigo ministro das Finanças de Moçambique Magid Osman, então accionista do banco.

Ibraimo Ibraimo, membro da direcção da consultora internacional Ernest &Young, é o vice-presidente do conselho de administração, assumindo a liderança das funções executivas do banco.

O BCI-Fomento surgiu em finais de 2004, da fusão entre o BCI (Grupo CGD) e o Banco Fomento (Grupo BPI), por incorporação deste último no BCI, tornando-se no segundo maior banco comercial do país, com uma quota de mercado em torno dos 30 por cento só superado pelo Millennium BIM, detido pelo grupo português BCP. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH