Angola: Dispersão em bolsa de capital do BES Angola é “natural” – Ricardo Salgado

4 December 2007

Lisboa, Portugal, 04 Dez – O presidente do português Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, afirmou segunda-feira em Lisboa ser “natural” que o BES Angola (BESA) venha a dispersar parte do seu capital na Bolsa de Luanda.

Salgado, que falava à imprensa na primeira iniciativa do novo programa de mecenato do BESA, a apresentação de um livro sobre a obra do pintor e cineasta angolano António Ole, afirmou que o banco “não tem tido manifestações” das “autoridades angolanas” quanto à necessidade de aumentar a participação de investidores angolanos no capital do banco, mas que ainda assim vai aumentar o capital disperso.

Actualmente, 20 por cento do capital do BESA é detido por angolanos, enquanto que a totalidade do Banco Fomento Angola, um dos líderes de mercado, é capital do grupo BPI.

Segundo afirmou recentemente o presidente da Comissão do Mercado de Capitais, António de Cruz Lima, a Bolsa de Valores de Luanda vai iniciar a sua actividade no primeiro trimestre de 2008, com seis empresas cotadas, devendo dois anos mais tarde ter 113 empresas cotadas, com uma capitalização bolsista de 172 mil milhões de dólares.

Dado que a operação do BESA “está a correr bem”, disse Ricardo Salgado, há investidores interessados em entrar no capital do banco.

Para o presidente do BES, é “legítimo” que as autoridades angolanas queiram que os bancos no país tenham mais capital de investidores nacionais.

Angola tem actualmente 19 bancos autorizados e 17 a operar, dos quais três públicos, incluíndo o Banco de Poupança e Crédito, que disputa a liderança do mercado com o Fomento Angola (grupo português BPI). (macauhub)

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