Moçambique: Banco BCI-Fomento investe em novos projectos em 2008

10 December 2007

Maputo, Moçambique, 10 Dez – O banco BCI-Fomento anunciou sexta-feira em Maputo o investimento de 250 milhões de meticais para novos projectos, em 2008, que incluem a expansão dos seus serviços às zonas rurais moçambicanas.

O montante a ser investido pelo segundo maior banco em Moçambique, agora com uma nova estrutura, que reforçou a posição accionista da CGD de Portugal, servirá também para a abertura de 45 balcões em alguns dos 128 distritos moçambicanos.

Falando hoje sobre os desafios da instituição, após a sua remodelação, ao nível do topo, o presidente da comissão executiva do BCI-Fomento, Ibraimo Ibraimo, destacou as novas apostas deste grupo financeiro: diversificar os serviços essenciais, o que equivale desenvolver a rede de sistema Multibanco e o serviço POS.

Falando aos jornalistas, em Maputo, o responsável sublinhou que a iniciativa institucional – abrir mais balcões do BCI-Fomento nos distritos – visa responder às pretensões do Governo moçambicano, que definiu como uma das suas prioridades o desenvolvimento das zonas rurais, onde vive mais da metade da população.

A CGD tornou-se o accionista maioritário do BCI-Fomento, com 51 por cento do capital, depois da reestruturação accionista concretizada em Novembro passado e que resultou da saída do grupo SCI e entrada do grupo moçambicano Insitec.

Na nova repartição do capital, a Caixa Geral de Depósitos, que já era o maior accionista, com 42 por cento, passa a ser maioritária, com 51 por cento, o português BPI mantém a participação de 30 por cento e o grupo Insitec assume 19 por cento do capital.

A reestruturação resultou da saída do grupo moçambicano SCI e a venda dos 28 por cento do capital que este tinha no BCI Fomento à Insitec e à CGD.

O BCI-Fomento surgiu em finais de 2004, da fusão entre o BCI (grupo CGD) e o Banco Fomento (grupo BPI), por incorporação deste último no BCI, tornando-se no segundo maior banco comercial do país, com uma quota de mercado em torno dos 30 por cento só superado pelo Millennium BIM, detido pelo grupo português BCP. (macauhub)

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