Brasil: Apex actuará na China em cooperação com a embaixada brasileira

12 December 2007

São Paulo, Brasil, 12 Dez – A Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) passará a actuar junto do sector comercial da embaixada brasileira na China já no primeiro semestre de 2008, disse à macauhub o seu director, Ricardo Schaefer.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a agência e o Ministério das Relações Exteriores brasileiro e complementará as acções da APEX no gigante asiático, que incluem também a inauguração de seu primeiro Centro de Negócios no Extremo Oriente.

O Centro de Negócios da Apex – entidade ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil – está a ser montado na cidade de Xangai e deve entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre de 2008.

“Basicamente, os centros de negócios são ferramentas que auxiliam a empresa brasileira e prestam vários tipos de serviços”, nomeadamente ajuda no planeamento estratégico e na construção de infra-estrutura de vendas, além de auxiliar os empresários a encontrar parceiros locais, disse Ricardo Schaefer.

A Apex também planea acções locais nas províncias chinesas, como a realização de seminários e a participação em feiras de negócios. De acordo com o director da agência, o objectivo dessas iniciativas é “aumentar a exposição do Brasil na China e o conhecimento mútuo, já que os dois países possuem realidades muito singulares”.

Ricardo Schaefer refere que, quando a nova direcção da Apex assumiu o controlo em Maio de 2007, foi realizado um planeamento estratégico para os próximos quatro anos que coloca o mercado asiático, com destaque para a China, como uma das prioridades da instituição.

Desde então, a Apex promoveu diversas acções nesse sentido, como a realização de um seminário no final de Novembro que trouxe cerca de 200 empresários chineses ao Brasil e a assinatura de dois acordos.

Um dos documentos foi assinado em 29 de Novembro pelo presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, e pelo vice-secretário geral do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), Xu Hubin, e visa a cooperação na promoção de comércio, investimentos e laços económicos entre os dois países.

Em Setembro, o presidente da Apex já havia assinado um protocolo semelhante com a Agência de Promoção de Investimentos da China (CIPA).

As parcerias beneficiam sectores como biocombustíveis, infra-estructura, transporte marítimo, recursos minerais, tecnologias da informação e das telecomunicações.

O director da Apex frisou à macauhub que o Brasil tem boas hipóteses de aumentar a sua participação no mercado chinês nos próximos anos e que a agência acredita que a relação entre os blocos tende ao equilíbrio comercial.

Depois de vários anos acumulando excedentes comerciais motivados pelo agronegócio, o défice brasileiro com a China em 2007 surpreendeu e, segundo o jornal económico brasileiro Gazeta Mercantil, ultrapassou 1500 milhões de dólares em Novembro. (macauhub)

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