Brasil: Produtores de têxteis querem limitar entrada de produtos chineses

11 January 2008

Rio de Janeiro, Brasil, 11 Jan – Os produtores brasileiros de têxteis pretendem aumentar o número de produtos chineses sujeitos a quota, afirmou quinta-feira no Rio de Janeiro o director da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.

O acordo em vigor, assinado em 2006 e com validade até ao final de 2008, prevê limites para oito categorias de têxteis, que somam cerca de 70 tipos diferentes de produtos e equivalem a 60 por cento das importações do sector, com a Abit a propor que o mesmo seja renovado e ampliado

Mesmo com a restrição a produtos chineses, o défice da balança comercial do sector têxtil foi de 648 milhões de dólares em 2007, muito superior aos 33 milhões de défice registados em 2006.

As importações somaram 3 mil milhões, um aumento de 40 por cento em relação aos 2,1 mil milhões de dólares verificados em 2006 e as exportações em 2007 ascenderam a 2,4 mil milhões de dólares, 11,9 por cento mais do que os 2,1 mil milhões registrados no ano anterior.

O novo presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, disse que a entidade vai começar a negociar, juntamente com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ainda neste primeiro semestre, com a missão chinesa que virá ao Brasil dentro deste período, em data que será definida.

O presidente da Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira, disse que, ao mesmo tempo que a China representa uma ameaça, no sector têxtil, configura-se também como uma oportunidade.

O setor têxtil brasileiro fechou 2007 com uma facturação estimada de 34,6 mil milhões de reais, contra 33 mil milhões verificados em 2006. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH