Moçambique: Consórcio Petromoc e Sasol poderá produzir 35 mil toneladas de GPL por ano

14 January 2008

Maputo, Moçambique, 14 Jan – Moçambique pode produzir até 35 mil toneladas de gás de petróleo liquefeito (GPL) por ano com base na separação de condensados de gás de Pande/Temane, na província de Inhambane, afirmou quinta-feira em Maputo o ministro da Energia.

Salvador Nambuere, que fazia um balanço do seu sector em 2007, disse ter registado com satisfação os avanços alcançados com vista à produção de GPL pelo consórcio Petróleos de Moçambique (Petromoc) e sul-africana Sasol.

O jornal Notícias, de Maputo, cita um estudo de viabilidade recentemente terminado como afirmando que, numa primeira fase, há condições para produzir 20 mil toneladas de gás por ano.

O ministro, depois de dizer que o país gasta anualmente 350 milhões de dólares na importação de combustíveis fósseis, valor que poderá duplicar com o barril a 100 dólares, frisou que o governo a que pertence continua envolvido em acções com vista à disseminação de biocombustíveis.

“Iniciámos em 2007 a introdução do uso do gás natural para a locomoção de veículos, facto que concorre para a substituição dos combustíveis importados e para a mitigação do custo dos combustíveis”, disse o ministro.

Em Agosto foi inaugurada a primeira fábrica de biocombustíveis da Petromoc e foi recentemente lançado em Massingir, província de Gaza, o projecto de produção de etanol, levado a cabo pela Procana, cujo empreendimento espera produzir anualmente cerca de 120 milhões de litros de etanol e fertilizantes, num investimento de 500 milhões de dólares americanos.

No quadro dos entendimentos para o desenvolvimento de várias áreas do pelouro foram assinados memorandos de entendimento com a alemã Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit (GTZ), Brasil, Angola e Itália para o desenvolvimento do sector de biocombustíveis. (macauhub)

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