Angola: Acesso ao crédito está mais fácil, governador do banco central

21 January 2008

Luanda, Angola, 21 Jan – O acesso ao crédito bancário em Angola está mais fácil, porque a relação entre clientes e bancos tem estado a mudar, afirmou sexta-feira em Luanda o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Amadeu Maurício.

Essa mudança no acesso ao crédito a empresários e particulares, disse, deve-se, por um lado, à concorrência agressiva entre os bancos que operam no mercado angolano, ao tornarem as condições de empréstimo mais fáceis, menos burocráticas, e por outro, as instituições financeiras estão a conhecer melhor os seus clientes.

De acordo com Amadeu Maurício, que falava à margem da cerimónia de reconhecimento formal do Acordo de Concessão de Âmbito Restrito assinado entre o BNA e a Agência do Governo dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), é fundamental para os bancos que os clientes tenham capacidade de reembolsar o dinheiro quando contraiam dívidas.

O governador disse ainda que o BNA vai criar uma central de riscos – um sistema de informação que poderá ser partilhado pelos bancos locais, projecto que poderá ser implementado a curto prazo.

Para a criação da central de riscos estiveram recentemente no país técnicos do Banco Mundial e a primeira acção realizada nesse sentido foi diagnosticar a realidade institucional da actividade bancária no país.

Em funções do diagnóstico já feito, acrescentou, haverá a necessidade de se alterar o quadro legal para ser produzido um conjunto de normas que vão tornar legítima a troca de certas informações entre os bancos.

O acordo rubricado entre o BNA e a USAID está avaliado em 1,25 milhões de dólares e visa promover a expansão do sector financeiro, sobretudo o bancário, bem como facilitar o acesso ao crédito. O entendimento financeiro é o primeiro do género celebrado entre Angola e EUA.

O valor, a ser financiado pela USAID, serve para suportar parte das despesas ligadas ao projecto de reforma do sector bancário, visando criar um quadro institucional que permitirá tornar ainda mais fácil o acesso ao crédito.

As actividades a serem implementadas, num horizonte de seis meses, têm como objectivo propor medidas práticas e estruturadas para superar as actuais limitações, contribuindo assim para o fortalecimento do sistema financeiro nacional, que é fundamental para o crescimento económico do país. (macauhub)

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