São Tomé e Príncipe: Soares da Costa constrói mini-hídricas para abastecer eléctrica pública

25 January 2008

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 25 Jan – A empresa portuguesa Soares da Costa vai financiar e construir 12 pequenas hidroeléctricas (mini-hídricas) em São Tomé e Príncipe passando a ser a fornecedora da estatal são-tomense Empresa de Água e Electricidade (Emae).

Fernando Nogueira, administrador da empresa em São Tomé, afirmou ao diário são-tomense Tela Non que o projecto contempla um total de 14 mini-hídricas, das quais duas já estão em funcionamento e outra, Roça Bombaim, estará operacional até ao final do ano.

A entrada em funcionamento de Roça Bombaim, com uma capacidade de produção de 4 megawatts de electricidade, “significa aumentar a capacidade de produção de energia de São Tomé e Príncipe em cerca de 40 por cento”, referiu Nogueira, à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra da unidade, na quarta-feira.

A mini-hídrica situada no centro da ilha de São Tomé, distrito de Mé-Zochi, será instalada numa roça hoje aproveitada para turismo rural e junto a várias quedas de água, que no tempo colonial serviam para aproveitamento de electricidade, segundo relata o jornal são-tomense.

De acordo com o mesmo responsável, quando as 14 mini-hídricas estiverem em funcionamento a capacidade de produção de electricidade em São Tomé atingirá 40 megawatts, quatro vezes mais do que os actuais 10 megawatts.

Numa primeira fase, adiantou, o projecto representa um investimento de perto de três milhões de euros, suportado pela Soares da Costa, que depois será ressarcida através da venda de energia à Emae, que detém o monopólio de produção e comercialização de electricidade e água no arquipélago de São Tomé e Príncipe.

Este programa energético visa, essencialmente, a redução de custos de produção por sistema térmico, devido à constante subida de preço de combustíveis, a melhoria da qualidade de produção, anulação de cortes constantes, bem como combate à poluição do meio-ambiente.

Estima-se que numa procura energética de 15 megawatts em São Tomé e Príncipe, a Emae só tem actualmente capacidade de fornecer 10 MW, 80 por cento na base de centrais térmicas e os restantes 20 por cento em hidroeléctricas, sustentadas pelos rios Contador e Guegué. (macauhub)

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