Angola: Presidente da Zâmbia interessado na recuperação do caminho-de-ferro de Benguela

20 March 2008

Lobito, Angola, 20 Mar – O Presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, afirmou quarta-feira no Lobito o interesse do seu país em contribuir para a recuperação do caminho-de-ferro de Benguela uma vez que facilitará o escoamento de mercadorias zambianas.

De acordo com a agência noticiosa angolana Angop, o chefe de Estado zambiano expressou o seu interesse no final de uma visita ao porto do Lobito, no âmbito da digressão iniciada terça-feira à província de Benguela, no quadro da visita de Estado de 72 horas que efectua desde segunda-feira ao país, a convite do seu congénere angolano, José Eduardo dos Santos.

Levy Mwanawasa destacou o empenho do Governo angolano, no tocante à recuperação dos caminhos-de-ferro de Benguela, a julgar pela sua importância no desenvolvimento das actividades económicas da região, como complemento do Porto do Lobito, uma infra-estrutura estratégica para o escoamento de produtos do seu país.

No local, o presidente da Zâmbia recebeu, do director-geral do porto do Lobito, Carlos Gomes, informações pormenorizadas sobre a história da unidade portuária que iniciou a sua actividade a 24 de Março de 1928.

O porto do Lobito, o segundo maior de Angola, tem capacidade de descarga que varia entre 1000 a 1200 toneladas dia. Mensalmente regista a recepção de 30 a 60 navios. Os Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) começam neste porto, fazendo ligação com a costa oriental de África.

No passado, era o principal porto de Angola, sobretudo por ser o terminal oceânico do CFB, e o seu potencial permanece intocável, embora a guerra civil tenha praticamente fechado o acesso ao interior e consequentemente ao minério explorado no sul da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

O porto movimenta cerca de 600 mil toneladas/ano, tratando sobretudo de mercadorias descarregadas como cereais para moagem e matérias-primas para a industrial da Catumbela, bem como farinha, açúcar, arroz e materiais diversos para construção civil e equipamentos para as cidades do Lobito e Benguela.

A Zâmbia partilha 1110 quilómetros de fronteira terrestre e fluvial com Angola, através dos municípios do Alto-Zambeze e Bundas (Moxico) e de Mavinga (Kuando Kubango). (macauhub)

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