Moçambique: Construção do oleoduto Matola-Witbank tem início em Setembro

25 March 2008

Maputo, Moçambique, 25 Mar – A construção do oleoduto entre o terminal de combustíveis da Matola e a cidade de Witbank, na África do Sul, tem início em Setembro próximo, afirmou na passada semana no parlamento o minstro moçambicano da Energia, Salvador Namburete.

De acordo com o diário Notícias, de Maputo, o ministro, que intervinha no decurso de uma sessão de informação da actividade do governo aos membros da Assembleia da República, disse que a construção do oleoduto, que deverá entrar em funcionamento em 2011, representará um investimento de 537 milhões de dólares.

Em Fevereiro passado, o director da Nature & Business Alliance Africa, empresa envolvid nos estudos de impacto ambiental, Alfonso Niemand, disse que a construção do oleduto teria início em Junho, levaria 18 meses e representaria um investimento de 3 mil milhões a 4 mil milhões de rands.

A Nersa (entidade reguladora do sector da energia da África do Sul) atribuiu a licença para a construção do oleoduto à petrolífera Petroline RSA a 29 de Março de 2007 tendo aceite a opção Moçambique-África do Sul ao invés de Durban-Joanesburgo por ser mais barata.

O oleoduto vai fazer o transporte de 3,5 mil milhões de litros de combustível por ano e fornecer 25 por cento da procura de combustível em Mpumalanga e Gauteng, cidades sul-africanas.

O projecto vai ser conduzido em conjunto pelas petrolíferas Petroline RSA, da África do Sul, e Petroline SARL, de Moçambique.

Entretanto, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique está a investir perto de quatro milhões de dólares em obras de reparação e ampliação da capacidade da terminal de combustíveis, decorrendo até 31 de Março o processo de avaliação do perfil das firmas seleccionadas no concurso de pré-qualificação para esta empreitada.

Actualmente, segundo fonte da empresa, o terminal de combustíveis da Matola tem capacidade para processar um milhão de toneladas por ano, prevendo-se que, após a conclusão da intervenção, a capacidade se eleve para cinco milhões de toneladas de combustíveis por ano.

Uma das intervenções previstas no terminal é a construção de uma nova conduta de maior diâmetro, por forma a aumentar a velocidade de descarregamento dos navios.

A par das intervenções na cadeia logística global do terminal, está igualmente prevista uma operação de dragagem do canal de acesso, por forma a permitir a entrada de navios até 80 mil toneladas, contra as cerca de 60 mil toneladas que actualmente fazem a capacidade do cais. (macauhub)

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