China: Crescimento económico vai diminuir para 9,4 por cento em 2009 – Banco Mundial

2 April 2008

Pequim, China, 02 Abr – O crescimento da economia chinesa vai abrandar e diminuir de 11,4 por cento de 2007 para 9,4 por cento em 2008, pondo termo a cinco anos consecutivos de expansão superior a 10 por cento, afirmou terça-feira o Banco Mundial.

De acordo com o relatório para a Ásia Oriental apresentado pelo Banco Mundial, o crescimento económico chinês em 2009 também deverá manter a tendência de abrandamento atingindo 9,2 por cento, com a quebra a ser parcialmente compensada por uma procura interna forte.

A diminuição do crescimento, resultante de uma quebra nas exportações, deverá beneficiar Pequim que tem lutado para arrefecer a economia apesar das medidas para prevenir o sobreaquecimento económico, afirmou a instituição.

A economia chinesa manteve um ritmo de crescimento acima de 10 por cento em 2007, pelo quinto ano consecutivo, apesar da diminuição das exportações, em particular as destinadas à União Europeia e aos Estados Unidos, mercados que sofrem contracções no seguimento da crise do sistema hipotecário.

A inflação, no entanto, voltou a subir em 2007 e não mostrou tendência para descer devido ao aumento dos preços dos bens alimentares, sobretudo influenciado pela redução da oferta de carne de porco.

O Banco Mundial avisou também que “os preços internacionais dos bens energéticos e dos produtos agrícolas continuam a subir, o que vai ter uma influência gradual nos preços internos”.

O governo chinês tem reiterado a necessidade de estabilizar os preços dos bens alimentares, manifestando preocupações face a um descontentamento social provocado pelos preços elevados dos produtos essenciais, chegando mesmo a impor limites máximos para os preços de venda no mercado.

Mas o Banco Mundial alerta no mesmo relatório que a política de controlo de preços do governo chinês, introduzida para combater uma inflação que atingiu no início de 2008 o valor mais elevado em 12 anos, pode ter o efeito inverso e acentuar a subida dos preços.

Um dos principais problemas gerados pelo congelamento dos preços é a sua manutenção num nível artificial, o que pode desencorajar a produção por parte das empresas, resultando na escassez de determinados bens e num posterior aumento do seu preço, de acordo com a instituição.

A China congelou os preços de produtos alimentares, de um conjunto de bens energéticos, de alguns produtos básicos e de alguns serviços públicos em Janeiro, depois da inflação atingir o valor mais alto na última década escalando até 4,8 por cento em 2007. (macauhub)

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