Moçambique: Crise energética sul-africana afecta fábrica de alumínio em Moçambique

9 April 2008

Maputo, Moçambique, 08 Abr – A crise energética porque passa actualmente a África do Sul está a afectar a produção de alumínio da Mozambique Alluminium Smelter (MOZAL), um empreendimento de 2,3 mil milhões de dólares norte-americanos localizado em Boane, no sul de Moçambique.

O director da MOZAL para a área dos Serviços de Redução, Josué igaúque, disse a jornalistas moçambicanos que apesar de certos sectores da fábrica usarem o gás butano, há sectores que necessariamente tem que ser activados apenas com energia eléctrica.

Em resultado da crise energética, a MOZAL reduziu em cerca de 10 por cento o consumo de energia eléctrica actual estimado em cerca de 700 Megawatts, cerca do dobro do que é consumido pela cidade de Maputo, a capital de Mçambique.

A MOZAL é um investimento detido pela BHP Billiton (australianos), Mithsubishi Co (japoneses), a Industrial Development Corporation (África do Sul), Banco de Desenvolvimento da África Austral, o IFC (Banco Mundial) e a CDC (Commonwealth DevelopmentCorporation). O Estado moçambicano é também accionista.

Por causa da crise energética que afecta a África do Sul, está comprometido o plano de implantação da terceira fase que permitiria a MOZAL produzir, por ano, 500 mil toneladas de alumínio contra as actuais 250 mil toneladas

O accionista maioritário BHP Billiton (com 47 por cento) decidiu não avançar com a terceira fase do empreendimento até que outras alternativas energéticas sejam encontradas.

Para a implantação da terceira fase, a empresa necessitaria de mais 900 Megawatts de electricidade.

Recentemente o conselho de administração da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou a disponibilização de 300 Megawatts para a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) mas essa potência não é suficiente para suprir as necessidades de energia particularmente da MOZAL.

Dos 300 Megawatts, 250 destinam-se a Eskom, empresa sul-africana de electricidade, a mesma que com a Electricidade de Moçambique (EDM) e uma outra da Swazilândia constituiram a MOTRACO, a qual fornece energia a MOZAL. (macauhub)

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