Angola: China concedeu a Angola linhas de crédito no valor de 4,5 mil milhões de dólares desde 2004

11 April 2008

Luanda, Angola, 11 Abr – O ministro das Finanças de Angola, José Pedro de Morais revelou quinta-feira em Luanda que a China concedeu a Angola, nos últimos quatro anos, linhas de crédito avaliadas em 4,5 mil milhões de dólares.

O ministro das Finanças disse que a linha de crédito concedida pela China em 2004, no valor de dois mil milhões de dólares americanos, beneficiou, maioritariamente, os sectores de Energia e Águas, bem como o da Educação.

Pedro de Morais que falava durante a conferência “Angola: Realidades de hoje, perspectivas de amanhã: a China um Parceiro Precioso, ainda que polémico e pisterioso”, disse que os sectores de Energia e Águas e da Educação beneficiaram de 18 e 20 porcento do valor global da primeira linha de crédito da China.

“O financiamento da linha de crédito foi benéfico para a economia angolana, na medida em que além da energia e águas e educação, foram também apoiados os sectores das Obras Públicas com 14 por cento, assim como as Telecomunicações e Pescas, com 13 por cento cada” disse.

De acordo com o ministro das Finanças, os sectores da Saúde e da Agricultura foram também contemplados com 12 e 10 por cento do mesmo valor, respectivamente.

Pedro de Morais referiu igualmente que em 2007 foi negociada uma outra linha de crédito com a China avaliada em 500 milhões de dólares norte-americanos que foi destinada ao sector da saúde, com 31 por cento, educação com 28 por cento e telecomunicações, com 13 por cento.

O ministro disse que o sector das Obras Públicas beneficiou de 11 porcento e o da energia e águas dez por cento, enquanto o das Pescas consumiu oito por cento do valor do reforço do primeiro financiamento.

José Pedro de Morais revelou também que em 2007 Angola negociou uma segunda linha de crédito com a China no valor de dois mil milhões de dólares americanos cujo montante ainda não foi utilizado
por estar em curso a definição de áreas e sectores beneficários.

Na sua intervenção José Pedro de Morais admitiu o incremento dos investimentos e das relações comerciais entre Angola e a China, nos próximos tempos e destacou o papel do sector privado que na sua opinião “constitui o motor do crescimento das relações económicas entre a China e a África”.

O ministro referiu na conferência organizada pelo Centro de Estudos Estratégicos de Angola (CEEA) que as empresas chinesas que participam na reconstrução das infra-estruturas de Angola continuam a beneficiar de vantagens em relação aos outros concorrentes que operam no mercado,
por disporem de tecnologia e mão-de-obra mais baixas.(macauhub)

MACAUHUB FRENCH