Moçambique: Fábrica de anti-retrovirais arrranca este ano com investimento inicial do Governo brasileiro

21 April 2008

Rio de Janeiro, Brasil, 21 Abr – A fábrica de medicamentos anti-retrovirais de Maputo vai arrancar ainda este ano com um investimento inicial de quatro milhões de dólares do Governo brasileiro, afirmou quinta-feira no Rio de Janeiro o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Paulo Marchiori Buss disse que a fábrica produzirá, num primeiro momento, três anti-retrovirais para suprir a procura interna do país, além de outros sete medicamentos para tratamento de hipertensão e diabetes.

O presidente da Fiocruz disse ainda que os primeiros medicamentos serão colocados no mercado moçambicano até ao final do ano.

De acordo com Paulo Buss, à medida que a fábrica de Maputo conseguir responder à procura interna, o excesso de medicamentos poderá ser vendido para outros países africanos, preferencialmente para os de língua oficial portuguesa (PALOP).

O projecto de instalação da fábrica de anti-retrovirais em Maputo existe há quatro anos, mas apenas no ano passado foi aprovado o estudo de viabilidade económica, feito pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz.

O custo total do projecto está avaliado em 12 milhões de dólares.

O escritório da Fiocruz em África, credenciado junto da União Africana para auxiliar no desenvolvimento do sistema de saúde do continente, também terá sede em Maputo.

Moçambique é o segundo país africano a contar com a experiência da Fiocruz logo depois de Angola. (macauhub)

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