Angola: Cooperativas angolanas e brasileiras querem começar a produzir adubos

20 May 2008

Luanda, Angola, 20 Mai – Associações de cooperativas de Angola e do Brasil manifestaram segunda-feira em Luanda a intenção de criarem, dentro de um ano, um complexo industrial para a produção de adubos orgânicos em Angola.

A intenção foi manifestada durante uma reunião entre a direcção da Unaca – Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro Pecuárias de Angola chefiada pelo seu presidente, Paulo Uime, e uma delegação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), encabeçada pelo vice-presidente da organização, Roberto Coelho da Silva.

Na ocasião, Roberto Coelho da Silva referiu que uma aliança na exploração de fertilizantes entre os dois organismos representará a principal parceria estratégica que o cooperativismo pode proporcionar, porquanto os adubos constituem a base da sustentabilidade da actividade dos produtores.

Em termos de custos, o responsável fez saber que os produtores gastam em média, na compra de fertilizantes, 80 por cento do custo total de produção. “Nós desejamos que com base nesta parceria no domínio do cooperativismo os agricultores invertam este quadro e produzam em condições mais adequadas”, explicou.

Paulo Uime indicou, na ocasião, que o maior potencial de fósforo de Angola encontra-se nas províncias do Zaire e de Cabinda, tendo pelo facto afirmado que seria um contributo para o sector agrícola “se as duas organizações pudessem produzir e distribuir adubos para os camponeses angolanos e brasileiros”.

Para a materialização desta intenção, o presidente da Unaca-Confederação disse que a instituição vai solicitar o apoio técnico e financeiro das autoridades governamentais.

A delegação brasileira da OCB está desde domingo e até sábado próximo em Luanda, para consolidar as relações bilaterais decorrentes do Termo de Cooperação Técnica celebrado entre as duas organizações a 24 de Abril de 2007, no Brasil. (macauhub)

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