Portugal: TAP estuda possibilidade de “fusão” com a angolana Taag e com a brasileira TAM

27 June 2008

Lisboa, Portugal, 27 Jun – A transportadora aérea portuguesa TAP está a analisar um cenário de fusão com a brasileira TAM e com a angolana Taag, de acordo com a edição de quinta-feira do Jornal de Negócios, de Lisboa.

“Esta possibilidade encontra-se a ser avaliada, tanto pelo próprio presidente executivo da transportadora, Fernando Pinto, como pelo Ministério das Obras Públicas, que tutela a empresa”, afirma o jornal, para acrescentar que o assunto estaria a ser estudado pelo secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, Paulo Campos.

O jornal adianta, no entanto, que “para já, a administração da TAP ainda não iniciou contactos com nenhuma das companhias, mas uma das alternativas para uma parceria estratégica entre estas três passa mesmo pela troca de participações”.

De acordo com o jornal português, “uma aliança entre as três companhias teria vantagens óbvias para todas elas”. “A TAP assumiria o papel de pivot nos voos de Angola e do Brasil para a Europa, permitindo-lhe ainda penetrar noutros países dos continentes americano e africano. É de há muito conhecido, por exemplo,o interesse da transportadora nacional em voar para a Argentina”.

“Já a TAM e a Taag teriam uma porta aberta para a Europa, podendo reforçar de forma substancial as suas ligações intercontinentais. O modelo que está em cima da mesa contempla que o futuro aeroporto de Lisboa seja utilizado como ‘hub’ (plataforma de distribuição) pelas três companhias aéreas”.

A TAP e a TAM já têm um acordo de “code-share”, que permite aos clientes, através de uma companhia, reservar passagens na outra.

Mas o presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, negou que a companhia estivesse a estudar a hipótese de fusão com a brasileira TAM e com a transportadora aérea angolana Taag.

No decurso de uma conferência de imprensa sobre o impacto do aumento do preço do combustível nas contas da companhia, Fernando Pinto negou igualmente que os governos dos três países – Portugal, Angola e Brasil – estivessem envolvidos no assunto, até porque, disse, “a brasileira TAM é uma empresa privada”. (macauhub)

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