São Tomé e Príncipe: Governo são-tomense promete a FMI contenção nos gastos domésticos

9 July 2008

Washington, Estados Unidos da América, 09 Jul – O governo de São Tomé e Príncipe comprometeu-se perante o Fundo Monetário Internacional a conter as despesas e a presar toda a informação requerida sobre a sua política económica, revela um documento publicado terça-feira em Washington.

Numa “carta de intenções”, datada de 4 de Junho, enviada ao FMI e agora tornada pública pela organização, o governo são-tomense afirma que para controlar a inflação está “determinado a fortalecer a implementação” da sua política económica, “em particular na contenção de gastos domésticos primários e na redução do crescimento da liquidez”.

A carta foi assinada por Raul da Costa Cravid, ministro do Planeamento e Finanças do anterior Governo são-tomense e pelo governador do banco central de São Tomé, Luís Fernado Moreira de Sousa.

“O governo fornecerá a informação que o FMI possa requerer sobre o progresso na aplicação de políticas financeiras e económicas e para alcançar os objectivos do programa”, diz a carta.

O governo compromete-se a “fazer todos os esforços para acelerar as reformas estruturais” e a reduzir o défice doméstico primário de 8,1 por cento do PIB, em 2007, para 5,2 este ano.

Assim, o executivo de São Tomé e Príncipe comprometeu-se perante o FMI a “conter os custos orçamentais de pessoal”, a instituir “reformas salariais da função pública” e a adoptar e aplicar novas leis de impostos directos.

O governo são-tomense compromete-se tambem a iniciar reformas que visam “reduzir o custo de investir e fazer negócios em São Tomé e Príncipe”, algo que considera “crucial para desenvolver o potencial de exportações e de produtividade da economia”. (macauhub)

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