Moçambique: Assoreamento do porto da Beira reduz movimento de barcos

11 August 2008

Maputo, Moçambique, 11 Ago – A entrada de navios no porto da Beira continua condicionada devido à acumulação de sedimentos no canal de acesso, situação que leva alguns utilizadores a procurarem portos alternativos, afirmou o presidente da Empresa Moçambicana de Dragagem.

Citado pelo jornal Notícias, de Maputo, Tayob Adamo adiantou que a melhor solução é esperar pela chegada, em finais de 2010, da draga oceânica, actualmente em processo de aquisição com apoio da Dinamarca, já que a contratação de serviços especializados no estrangeiro implicaria um investimento equiparável ao necessário para a compra de duas dragas novas.

Segundo Tayob Adamo, depois de recuperado em finais da década de 90, o porto da Beira passou cerca de dez anos sem beneficiar duma dragagem de manutenção devido à falta de capacidade para assegurar a realização deste trabalho.

Em consequência, os cerca de 2,5 milhões de toneladas de sedimentos produzidos anualmente naquele porto foram-se acumulando ao longo do tempo.

Nas actuais condições do canal de acesso, apenas navios com 15 mil toneladas podem atravessar zonas críticas como a chamada curva de Macúti e entrar no porto, concebido para receber barcos até 30 mil toneladas.

Localizado num ponto geo-estratégico, o porto da Beira tem um forte impacto no vasto interior nacional e internacional, pois a partir dele se estabelecem ligações com o Médio Oriente, com a Europa mediterrânica e a Europa do Norte, bem como com a América do Sul.

No entanto, de acordo com especialistas na matéria, o porto está localizado numa zona que sofre a influência dos estuários dos rios Púnguè e Búzi, situação que introduz factores complexos do ponto de vista hidrodinâmico e da sedimentação que ocorre nos canais de acesso ao porto. (macauhub)

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