Moçambique: Estado vai reduzir participação accionista em empresas

22 August 2008

Maputo, Moçambique, 22 Ago – O Estado moçambicano vai reduzir a sua participação accionista em empresas para concentrar a sua actuação naquelas que operam em sectores considerados estratégicos, de acordo com o jornal Notícias, de Maputo.

O jornal cita Daniel Gabriel, presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), para afirmar que as empresas que operam em áreas consideradas estratégicas são, por exemplo, a Telecomunidações de Moçambique (TDM) ou a Petróleos de Moçambique (Petromoc).

Actualmente, a carteira de participações do Igepe é de 146 empresas, de um total de 279 em que o Estado era accionista. Ao abrigo de um plano estratégico para o período de 2008/2010, o número deverá decrescer para pouco mais de 40.

O Notícias adianta que das empresas presentemente participadas pelo Estado 56 têm participações reservadas aos gestores, técnicos e trabalhadores, 39 serão alienadas ou reestruturadas, enquanto que 33 irão para a liquidação.

Daniel Gabriel disse ser objectivo da sua instituição, com esta medida, valorizar e rentabilizar o investimento do Estado no sector empresarial, dado que muitas empresas actualmente participadas pelo Estado foram herdadas pela instituição a que preside sem que concorressem para os objectivos para os quais fora criada.

Daniel Gabriel, que falava em Maputo num seminário de auscultação dos gestores públicos e representantes do Estado em empresas participadas pelo Estado sobre as melhores formas de valorização e rentabilização do investimento estatal no sector empresarial, disse que o Igepe pretende também identificar novos investimentos estratégicos.

“Temos 146 empresas. Vamos alienar e liquidar algumas. Iremos alienar os 20 por cento reservados aos gestores, técnicos e trabalhadores e se não forem alienados a estes por não haver condições para tal, como aconteceu em alguns casos, essas acções ficarão livres para alienação a qualquer outro que as queira adquirir. Nalguns sectores poderá ou não haver a entrada de parceiros estratégicos”, disse Daniel Gabriel. (macauhub)

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