Moçambique: Autoridades moçambicanas negociam aumento da quota de gás

3 September 2008

Maputo, Moçambique, 3 Set – As autoridades de Moçambique estão a negociar com a “joint-venture” Rompco o aumento da quota anual de gás natural atribuída a Moçambique, actualmente fixada em 5,8 milhões de gigajoules e insuficiente para satisfazer a procura, informou o jornal Notícias, de Maputo.

A Rompco (Republic of Mozambique Pipeline Investment Company) é uma “joint-venture” entre as sul-africanas Sasol Gas, com 50 por cento, iGas, com 25 por cento e Companhia Moçambicana do Gasoduto, uma subsidiária da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com os restantes 25 por cento.

O jornal cita o administrador-delegado da Matola Gas Company, Bruno Morgado, a afirmar que “exigimos que nos sejam fornecidos, anualmente, pelo menos 10 milhões de gigajoules de gás, para podermos responder à crescente procura que deriva do desenvolvimento do parque industrial da Matola e Maputo, porque os actuais 5,8 milhões de gigajoules são insuficientes”.

Morgado indicou que “neste momento, 10 a 14 milhões de gigajoules dos cerca de 114 milhões que devem ser bombeados anualmente para a África do Sul ainda não têm mercado e nós gostaríamos que esse gás fosse atribuído a Moçambique”.

Referiu que presentemente as empresas que usam gás natural como sua principal fonte de energia consomem os 5,8 milhões de gigajoules por ano, quase a quota máxima fixada para o país.

A companhia sul-africana Sasol, responsável pela exploração do gás natural de Pande e Temane, na província de Inhambane, fixou em seis milhões de gigajoules o volume de gás anualmente transportado para Moçambique, para responder à sua procura interna.

Bruno Morgado sublinhou, contudo, que as necessidades de gás e os elevados gastos com o petróleo, cujo preço tem vindo nos últimos tempos a subir de forma galopante, fizeram com que a indústria moçambicana aumentasse a procura de gás natural.

Estima-se em mais de 20 empresas, incluindo a fundição Mozal e, sobretudo, as empresas oleaginosas, as unidades industriais que usam o gás natural como sua principal fonte de energia.

“Desta forma, a quota destinada a Moçambique deverá estar completamente esgotada com a entrada de novas empresas na rede de distribuição de gás em Maputo e Matola”, sublinhou o administrador-delegado da Matola Gas Company. (macauhub)

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