Moçambique: Empresa pública vai explorar reservas de gás do bloco do Búzi

4 September 2008

Maputo, Moçambique, 4 Set – O governo de Moçambique autorizou a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) a explorar as reservas de gás natural do bloco do Búzi, afirmou em Maputo o porta-voz do governo, Luís Covane, citado pelo jornal Notícias, de Maputo.

Covane adiantou que a autorização foi oficializada com a aprovação, pelo Conselho de Ministros, dos termos do contrato de concessão de pesquisa e produção de petróleo para o bloco do Búzi à ENH.

“Está confirmada a existência de gás nessa zona. O período de concessão para a fase de pesquisa é de oito anos e será feita uma concessão de exploração e produção à ENH por um período de 25 anos. Acreditamos que isso venha a facilitar o contacto da ENH (que actualmente detém a totalidade dos direitos) com outros parceiros para a realização de investimentos”, disse o porta-voz do Governo.

A se concretizar a exploração e produção do gás do bloco do Búzi, com reservas stimadas entre 10 e 17 mil milhões de pés cúbicos, será o segundo projecto do género, dado que a Sasol, petroquímica sul-africana, está já a explorar os campos de gás de Pande e Temane, com reservas estimadas em 3,7 biliões de pés cúbicos.

Apesar de possuir enormes jazigos comprovados de gás, Moçambique depara-se com uma falta de capacidade técnico-financeira interna e mercado doméstico, situação que concorreu para que o país celebrasse, em 2003, um acordo de cooperação com a África do Sul (com necessidades crescentes de energia), permitindo um investimento de 1,2 mil milhões de dólares para a construção de um gasoduto para ligar os dois países.

Recentemente, a Sasol anunciou estar a investir mais de 130 milhões de dólares no desenvolvimento de estudos sísmicos para actualizar o potencial disponível de gás natural e melhorar a sua captação nas reservas de Pande e Temane, na província de Inhambane, podendo passar dos actuais 120 milhões de gigajoules para cerca de 183 milhões por ano.

O porta voz do Governo disse que, na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou os termos de contrato de concessão de pesquisa e produção de petróleo para as áreas 3 e 6 do Bloco do Rovuma às empresas Petronas Carigali Mozambique (com 90 por cento) e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. (macauhub)

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