Moçambique: Porto de Nacala vai ter os maiores silos da África Austral

10 September 2008

Maputo, Moçambique, 10 Set – O porto de Nacala vai dispor da maior capacidade de armazenamento de cereais da África Austral com a construção de silos com uma capacidade de 120 mil toneladas, num investimento com capitais da Tanzânia, informou o jornal Notícias, de Maputo.

A conclusão do investimento permitirá que os países do interior, tidos como potenciais utilizadores do porto e linha férrea de Nacala, reduzam as constantes transacções comerciais que são obrigados a efectuar devido à falta de uma capacidade maior de acondicionamento do porto.

Fernando Couto, administrador do Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), disse que com a instalação deste tipo de projectos a província de Nampula não só se propõe conquistar o estatuto de “alavanca” na dinamização do processo de desenvolvimento das zonas norte e centro do país mas também prepara-se para ser um ponto de referência no âmbito do processo de integração económica dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Para além das habituais exportações malawianas de tabaco e açúcar, de produtos locais como a castanha de caju, algodão, sisal, madeira e outros, brevemente será exportada a partir do porto de Nacala a banana da empresa Matarusca, que neste momento está a investir no cultivo industrial desta fruta, no posto administrativo de Namialo, distrito de Meconta, que se espera venha a abastecer não só o mercado interno, como também o europeu e americano.

A médio prazo, espera-se igualmente exportar através daquele porto os minérios de ferro que serão explorados no posto administrativo de Iapala, no distrito de Ribáuè.

De referir que o Corredor do Desenvolvimento de Nacala é agora uma empresa com capitais inteiramente moçambicanos três anos após a sua privatização.

Avaliado em mais de 50 milhões de dólares, o Corredor de Desenvolvimento de Nacala, que preconiza a recuperação de infra-estruturas e aquisição de equipamento portuário, tinha até há pouco tempo accionistas estrangeiros como a Railroad Development Corporation (RDC) e a Edlow Resources (de capitais americanos), grupo Tertir (Portugal) e Rennies (África do Sul). (macauhub)

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