Moçambique: PT estuda novos investimentos em “colaboração activa” com operadores moçambicanos

19 September 2008

Maputo, Moçambique, 19 Set – A Portugal Telecom (PT) está a estudar com as autoridades moçambicanas e com organismos locais ligados às telecomunicações as possibilidades de alargar o seu investimento no país, afirmou quinta-feira em Maputo o seu presidente.

Em Moçambique para apresentar o portal Sapo local e o computador portátil Magalhães (Classmate PC, da Intel), Zeinal Bava escusou-se a adiantar se a telefonia móvel – participação numa das duas operadoras existentes ou interesse numa eventual terceira licença – é uma das áreas de interesse futuro para a PT.

A PT fez parte do lote de empresas que em 2001 entraram inicialmente na corrida à exploração da segunda licença de telefonia móvel em Moçambique – embora tenham acabado por não apresentar uma proposta – concurso ganho no ano seguinte por um consórcio liderado pela Vodacom International, que deu origem à Vodacom, controlada em 85 por cento pela Vodacom da África do Sul.

Entretanto, o governo moçambicano tem admitido estar a ponderar a introdução no país de uma terceira operadora de telemóveis, estando também a ser equacionada a alienação de parte do capital da maior operadora de telefonia móvel do país, a MCel (de acordo com a imprensa será alienado 20 por cento do capital).

Em Maputo, o presidente da PT aproveitou para falar dos dois “projectos concretos” que a empresa tem a curto prazo no país: o lançamento do portal Sapo Moçambique (já a funcionar em Angola e Cabo Verde), que deverá operacional “dentro de um mês”, e do computador portátil Magalhães, destinado a estudantes.

A PT está hoje em Marrocos (Méditel, 32,2 por cento do mercado móvel e fixo), Cabo Verde (40 por cento da Cabo Verde Telecom), São Tomé e Príncipe (51 por cento mercado fixo e móvel), Namíbia (34 por cento da MTC, móvel), Botswana (sem participação accionista mas com estrutura directiva), Angola (participações na Unitel, Multitel e Elta), Quénia (60 por cento da KPD, directórios), Moçambique (metade da Teledata e LTM, dados e directórios) e Guiné Bissau.

Na Guiné-Bissau a empresa detém 40 por cento da Guiné Telecom (telefone fixo) e 55 por cento da Guinétel (móvel). (macauhub)

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