São Tomé e Príncipe: Agricultura, aventura e ecoturismo e serviços petrolíferos entre principais oportunidades

19 September 2008

Lisboa, Portugal, 19 Set – Agricultura, aventura e ecoturismo, pescas, transportes e serviços para a indústria petrolífera estão entre as principais oportunidades oferecidas aos investidores por São Tomé e Príncipe, de acordo com um guia elaborado pela universidade norte-americana de Columbia.

Jeffrey Sachs, director do Instituto da Terra da Universidade de Columbia, instituição de ensino superior norte-americana que tem apoiado o arquipélago no desenvolvimento legislativo e técnico do sector petrolífero, disse que “o guia pretende dar a conhecer melhor São Tomé aos investidores”, mas pretende-se que “possa ser também útil à comunidade de desenvolvimento, à sociedade civil, às missões diplomáticas”, entre outros.

O Guia do Investidor para São Tomé e Príncipe foi elaborado pelo Instituto da Terra e pelo Centro de Investimento Internacional Sustentável Vale-Universidade de Columbia, com apoio do governo são-tomense e conselhos empresariais.

Entre as principais oportunidades destacadas pelo guia estão a agricultura, em particular cacau, flores, frutos e legumes para exportação.

O sector primário emprega cerca de 70 por cento da população são-tomense, mas é responsável por apenas 20 por cento do PIB.

Entre os projectos em curso, o estudo destaca os investimentos no sector hoteleiro feitos pelo grupo Pestana e o recente contrato de 400 milhões de dólares com a Terminal Link, empresa francesa subsidiária da gigante de transportes CMA-CGM, para a construção de um novo porto de águas profundas.

Esta infra-estrutura, refere o Guia, “deve criar milhares de empregos para as ilhas e tornar o país um centro nevrálgico na África Ocidental”.

Outra vantagem do arquipélago, adianta, é a sua situação geográfica no Golfo da Guiné e inserção nos mercados regionais, nomeadamente através de acordos bilaterais de comércio com Angola, Gabão ou Nigéria, e até acesso preferencial aos mercados da União Europeia, ao abrigo do instrumento “Tudo Menos Armas”, e dos Estados Unidos, através da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA-African Growth and Opportunities Act). (macauhub)

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