Moçambique: Comboios no ramal de Marromeu começam a circular em Novembro

6 October 2008

Maputo, Moçambique, 6 Out – A circulação de comboios no ramal Inhamitanga/Marromeu iniciar-se-á apenas no final do mês ou princípio de Novembro, afirmou Adelino Mesquita, um dos administradores da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), citado pelo jornal Notícias, de Maputo.

Apesar do atraso que se regista na obra daquele ramal, mantém-se para Setembro de 2009 o prazo estabelecido para a conclusão do projecto de reconstrução da linha de Sena, que permitirá a ligação entre a região carbonífera de Moatize, em Tete e o porto da Beira, em Sofala.

A abertura do ramal Inhamitanga/Marromeu é aguardada com particular expectativa devido ao impacto que a circulação de comboios de carga vai criar na prestação da Companhia de Sena, cuja produção de açucar é maioritariamente escoada por via fluvial.

Adelino Mesquita adiantou que foi já concluída a colocação do material de via, estando em curso a sua balastragem num processo que deverá ser concluído até finais do corrente mês. Mesmo assim, o comboio de serviço já chega a Marromeu a partir de Inhamitanga, o que permite uma movimentação mais fluida dos operários e dos equipamentos envolvidos no empreendimento.

Com cerca de 88 quilómetros de extensão, a reabertura do ramal Inhamitanga/Marromeu, Sena vai resultar numa significativa redução dos custos de transporte do açúcar produzido na Companhia de Sena até ao Porto da Beira.

Orçado em 175 milhões de dólares, o projecto de reconstrução da linha de Sena tem em vista dotar aquela via de uma capacidade máxima de seis milhões de toneladas de carga por ano, razão por que já se fala da necessidade de um investimento adicional para acomodar o tráfego de mais de 15 milhões de toneladas de carvão por ano, estabelecidas como meta de produção pelos concessionários da carbonífera de Moatize.

Em 1988 o Governo moçambicano lançou o projecto de reconstrução da linha de Sena, posteriormente interrompida devido a acções de sabotagem, tendo sido retomado em 2002 com fundos próprios da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e da Agência Internacional de Desenvolvimento (IDA) que decidiu juntar-se às autoridades moçambicanas no empreendimento.

Válida por 25 anos, a concessão da linha de Sena prevê a reconstrução, exploração e gestão do sistema ferroviário da Beira que integra as linhas de Sena (545km), ramal de Marromeu (82km), Dona Ana – Vila Nova da Fronteira (44km) e linha de Machipanda (317km). (macauhub)

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