Moçambique: Holanda ajuda a quantificar custos de fornecimento de água potável

12 November 2008

Maputo, Moçambique, 12 Nov – O projecto WASH cost, que vista quantificar os custos unitários de fornecimento de água potável nas zonas rurais e peri-urbanas, foi sexta-feira lançado na cidade de Maputo pelos governos de Moçambique e Holanda, de acordo com o jornal Notícias, de Maputo.

O projecto foi lançado através do Ministério das Obras Públicas e Habitação, Direcção Nacional de Águas e da Holanda, através do Centro Internacional de Água e Saneamento da Holanda (IRC).

No âmbito deste acordo, os dois governos vão desenvolver um projecto de pesquisa com a duração de cinco anos, que irá quantificar com precisão os custos inerentes à provisão de serviços sustentáveis de água, saneamento e higiene nas zonas abrangidas.

Para além de Moçambique, o projecto WASH cost abrange países como a Índia, Gana e Burkina Faso, que irão partilhar 14,5 milhões de dólares, em parcelas ainda não definidas.

Segundo Ben Lamore, Director Geral da IRC, os principais benefícios para Moçambique, no sector das águas e saneamento será a melhor planificação e orçamentação das obras de abastecimento de água e saneamento.

Lamore salientou que o projecto não vai resolver todos os problemas, mas vai dar um contributo ao esforço do governo para melhorar a situação da água e saneamento no país.

Por seu turno, o Chefe do Departamento de Água Rural da Direcção Nacional de Águas (DNA), Jorge Pedro disse que cerca de 35% dos sistemas de água construídos nas zonas rurais ficam inoperacionais antes de atingir o seu tempo útil de vida, o que acarreta custos elevados ao Estado para a sua reposição.

Moçambique gasta anualmente 20 milhões de dólares em programas de abastecimento de água, saneamento e higiene. (macauhub)

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