Moçambique: Florestas moçambicanas deverão render 35 a 50 milhões de dólares/ano

8 January 2009

Maputo, Moçambique, 8 Jan – Moçambique deverá obter entre 35 a 50 milhões de dólares/ano durante os próximos cinco anos resultantes da exportação de madeira, segundo a Direcção Nacional de Florestas e Terra (DNFT), instituição adstrita ao Ministério da Agricultura.

“Apesar dos constantes abates indiscriminados de madeira, Moçambique tem capacidade para continuar a ser considerado como um potencial exportador de madeira de grande valor comercial durante os próximos cinco anos”, sublinha aquela instituição estatal num documento citado pelo jornal Correio da Manhã.

Nesse documento, a DNTF apela os parceiros internacionais de cooperação com Moçambique para continuarem a contribuir no combate contra o comércio ilegal daquele recurso florestal.

Em finais de 2008, o Fundo Mundial para a Conservação da Natureza (WWF) anunciou o desembolso anual de cinco milhões de dólares para reflorestamento do país em vias de desertificação devido ao abate clandestino de várias espécies arbóreas.

O projecto de reposição das espécies em vias de extinção tem a duração de cerca de 10 anos e abrange a umbila, chanfuta e pangapanga, que estão a ser exportadas em toro para o mercado asiático, particularmente, de acordo com o WWF, acrescentando que a “legislação moçambicana é bem clara quanto à obrigatoriedade do processamento de madeira antes de ser comercializada no estrangeiro”.

A fase experimental daquele programa arrancou em 2007, altura em que aquela organização ambientalista aplicou cerca de 175 mil dólares para a reposição de uma área de aproximadamente 67 mil quilómetros quadrados na região de Chiguenhene, na província de Manica, que tinha sido destruída devido a cortes ilegais de madeira. (macauhub)

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