China: Teconologia brasileira para melhorar cultura da batata chinesa

12 January 2009

São Paulo, Brasil, 12 Jan – Tecnologia desenvolvida em Campinas, Estado de São Paulo, vai ser aplicada na China para aumentar a produção de batata, informou o investigador do Instituto Agronómico de Campinas (IAC), José Alberto Caram de Souza Dias.

De acordo com o investigador, a tecnologia IAC de produção de rebento/batata-semente livre de vírus chegará à China, inicialmente à Mongólia Interior, importante produtora de batata.

A parceria de cooperação técnica está a ser efectuada com o Agricultural Research Institute, da cidade de Hulunbeir, onde o investigador do IAC expôs a tecnologia desenvolvida no Brasil em Setembro de 2008.

O acordo prevê, de forma inédita entre os países, o envio de rebentos normalmente destacados de lotes de tubérculo/batata-semente, livres de vírus, para a China.

A primeira remessa do material deverá ser feita mal fique esteja concluído o processamento dos documentos, incluindo a autorização de entrada dos rebentos no país.

Trata-se de uma etapa experimental, visando a adaptação da tecnologia paulista à cultura da batata chinesa.

De acordo com o investigador do IAC, contrariamente ao rebento, os tubérculos usados no sistema convencional transportam resíduos de solo na epiderme e, portanto, podem ser disseminadores de doenças à batata e outras culturas de países importadores.

A produtividade da cultura da batata chinesa é baixa, com uma média de 15 toneladas por hectare, contra 20 a 25 toneladas no Brasil, por exemplo, sendo uma das razões a ocorrência de doenças, entre as quais as viroses na semente (tubérculo ou batata-semente). (macauhub)

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