São Tomé e Príncipe: Governo quer petrolífera brasileira em consórcio para zona exclusiva são-tomense

16 January 2009

Rio de Janeiro, Brasl, 16 Jan – O ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Carlos Tiny, admitiu quinta-feira no Rio de Janeiro a possibilidade de participação da Petrobras num consórcio a ser criado com a portuguesa Galp e a angolana Sonangol para exploração na zona exclusiva.

Após uma reunião com o departamento de negócios internacionais da Petrobras, no Rio de Janeiro, Carlos Tiny disse que o Governo são-tomense ainda está em fase inicial de conversações com a petrolífera brasileira mas “há caminhos abertos para dar passos mais concretos” nos próximos dois anos.

Por seu turno, o embaixador do Brasil em São Tomé e Príncipe, Manuel Inocêncio Santos, disse acreditar que é “perfeitamente possível” a colaboração da Petrobras a diversos níveis e não apenas na integração do consórcio.

O Governo brasileiro, segundo o diplomata, tem experiência em muitos dos problemas que estão a ser enfrentados por São Tomé e Príncipe e poderá contribuir no âmbito da educação, nomeadamente para a formação de professores e alfabetização, e na saúde, em programas de combate à malária.

No âmbito de uma parceria estratégica com o Brasil, o embaixador Inocêncio dos Santos referiu que é importante o Brasil estar presente no ciclo de desenvolvimento em que São Tomé está a empenhar-se para os próximos anos.

Ainda na quinta-feira, o chefe da diplomacia de São Tomé e Príncipe reuniu-se com a direcção da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para avaliar perspectivas futuras de apoio à criação de infra-estruturas da agência reguladora de petróleo são-tomense.

A viagem ao Brasil tem como objectivo preparar a visita ao Brasil do primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Rafael Branco, prevista para o trimestre em curso. (macauhub)

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