Macau: Associação Comercial de São Paulo abre escritório para actuar no delta do rio das Pérolas

2 February 2009

Macau, China, 2 Fev – As oportunidades de negócios no delta do rio das Pérolas são prioridade para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em Macau, disse o responsável da associação brasileira no território.

Carlos Amaral, responsável pelo escritório instalado em Macau no final do ano passado, disse à MacauNews que a ACSP pretende concentrar as operações da China no potencial para negócios que existe no delta do rio das Pérolas

O delta do rio das Pérolas, apesar de cobrir apenas 0,5 por cento do território chinês e possuir 5 por cento da população da China, chama a si 20 por cento do PIB do país.

Para o encarregado do escritório de Macau, o objectivo é usar Macau para “conseguir mais negócios para o Brasil a partir desta região do sul da China”.

Carlos Amaral considerou Macau não só como “uma importante ponte para a China Continental” mas também pelo mercado que representa.

“Estamos a trabalhar com empresas do Brasil para as ajudar a exportar para Macau, nomeadamente produtos alimentares”, disse o responsável da ACSP.

Carlos Amaral disse ainda à MacauNews que a escolha da ACSP para abrir um escritório na China recaiu sobre Macau “devido à língua, ao apoio do governo local e porque pode ser uma boa plataforma para entrar no continente”.

O responsável pelo escritório da ACSP em Macau disse ainda que existem boas oportunidades para empresários e grupos de Macau e da China exportarem para o Brasil nomeadamente nos sectores de material de construção e equipamento médico.

“Nós estamos disponíveis para apoiar empresas chinesas e brasileiras que queiram fazer negócios. Não nos limitamos a ajudar as companhias do Brasil”, acrescentou Carlos Amaral.

O Brasil lançou uma campanha junto da China de modo a que durante 2009 seja possível duplicar os valores do comércio bilateral.

A importação brasileira de produtos chineses cresceu 56,9 por cento em 2008, em comparação com 2007, e atingiu 20 mil milhões de dólares, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.

Ainda segundo a mesma fonte a exportação de produtos brasileiros para a China também cresceu quase na mesma proporção (50,8 por cento), atingindo 16,4 mil milhões de dólares.

A balança comercial brasileira fechou o ano de 2008 com um saldo negativo de 24,7 mil milhões de dólares, o pior resultado desde 2002. (macauhub)

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