Moçambique: Lucro das 100 maiores empresas moçambicanas aumenta 150 por cento

2 February 2009

Maputo, Moçambique, 02 Fev – O lucro das 100 maiores empresas de Moçambique aumentou 150 por cento, apesar de uma quebra ligeira no volume de negócios, revela o mais recente relatório da consultora KPMG sobre o país, relativo ao exercício de 2007.

Para o aumento dos lucros foi decisivo o contributo da maior empresa do país, a fundição de alumínio Mozal e o do Millennium Bim, líder no sector financeiro, que representam em conjunto mais de 75 por cento dos resultados líquidos totais das empresas incluídas no estudo, a que a macauhub teve acesso.

Enquanto a Mozal, controlada pela multinacional BHP Billiton, lucrou 14.323 milhões de meticais, o Bim atingiu 1.399 milhões de meticais no último exercício cujas contas estão apuradas.

No total, o crescimento do lucro das 100 maiores foi de 149,89 por cento, de 8.312 milhões de meticais em 2006 para 20.772 milhões no ano seguinte.

Em relação à Mozal, espera-se uma quebra de actividade no exercício de 2008 e no corrente, devido à forte descida do preço do alumínio registada desde o último trimestre do ano passado nos mercados internacionais.

De acordo com os dados da KPMG, os maiores empregadores moçambicanos eram as empresas CETA (3.231 trabalhadores), Electricidade de Moçambique (2.917) e Mozambique Leaf Tobaco (2.435).

Em relação ao exercício anterior, regista-se uma quebra acentuada no número de trabalhadores das “100 maiores”, de 47.315 em 2006 para 38.241 trabalhadores.

A redução de custos com pessoal e outros terá sido decisiva para o expressivo aumento de lucros, num ano em que o volume de negócios total recuou 3,25 por cento.

No topo da lista das maiores, surge logo após a Mozal, líder pelo sexto ano consecutivo, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa e a operadora de telecomunicações mCel, que relegou para quarto lugar a Petromoc.

Seguem-se Electricidade de Moçambique, Cervejas de Moçambique e BP Moçambique, Millenniu Bim, Motraco e Sasol Petroleum Temane, do quinto ao décimo posto.

Em 2007, refere, “o sector da indústria continuou a liderar [a lista], com um peso igual a 33,49 por cento do volume de negócios das 100 maiores empresas”. 

Hotelaria e Turismo e Serviços têm os pesos mais modestos no total – 0,42 e 0,48 por cento, respectivamente. 

A KPMG dedica especial atenção ao sector agrícola, que enfrenta como principais desafios “o aumento da produção e da produtividade e a prevenção das calamidades naturais”; no ano em apreço, registaram-se “atraso e irregularidades nas chuvas, secas e pragas que concorreram para a sua baixa produtividade”. 

Mesmo assim, este sector, representado apenas por 4 empresas entre as 100 maiores, registou um crescimento de 8,6 por cento e contribuiu com 25,9 por cento para o Produto Interno Bruto moçambicano.

A maior empresa agrícola é, de muito longe, a Mozambique Leaf Tobaco, com um volume de negócios de 1.774 milhões de meticais, seguida pela SAN com 86 milhões de meticais. 

Destaque ainda para a subida do sector de seguros, da 10ª para a 9ª posição na lista de volume de negócio por sector, registando um total de 2.207 milhões de meticais.

Dos 282 milhões de meticais de lucro registados no sector, 164 milhões cabem à Companhia Internacional de Seguros. (macauhub)

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