Moçambique: Especialistas debatem em Maputo futuro do algodão

16 February 2009

Maputo, Moçambique, 16 Fev – O futuro da cultura do algodão em Moçambique é o tema de um encontro que de 4 a 5 de Março reune em Maputo uma centena de especialistas, tanto moçambicanos como estrangeiros, afirmou o director do Instituto do Algodão de Moçambique (IAM).

Norberto Mahalambe disse que o encontro visa uma discussão profunda dos problemas do subsector algodoeiro, que em Moçambique envolve vários milhares de famílias camponesas, sendo que a produção esperada no presente ano agrícola é de 80.000 toneladas de algodão caroço.

Mahalambe disse à agência noticiosa moçambicana AIM que o encontro integra-se num conjunto de eventos que o IAM programou para 2009, declarado Ano Internacional das Fibras Naturais pelo Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O lançamento das actividades comemorativas ocorreu no dia 22 de Janeiro findo, em Roma, Itália.

Os outros eventos previstos são a reunião técnica anual do subsector, em Abril, o encontro para a marcação de preços mínimos do algodão caroço e a reunião de balanço, em Outubro, e o Dia Nacional do Algodão, em Novembro, este último tido como um dos mais importantes acontecimentos que em Moçambique vão assinalar o Ano Internacional das Fibras Naturais.

No conjunto dessas fibras, o algodão é o mais importante, contribuindo com 20 dos cerca de 30 milhões de toneladas de fibras naturais produzidas anualmente no mundo, sendo as restantes o sisal, lã, entre outras resultantes de sementes de várias plantas que, na óptica da FAO, são uma “importante fonte de rendimento para os agricultores que as produzem, para além da sua importância para os consumidores e das suas várias aplicações na indústria”.

Desde a década de 60, o uso de fibras sintéticas tem vindo a aumentar e as fibras naturais têm estado a perder o seu mercado.

O principal objectivo do Ano Internacional das Fibras Naturais é aumentar o seu valor e acentuá-lo junto dos consumidores, uma vez que as fibras naturais têm estado a perder mercado para as fibras sintéticas desde a década de 60 do século XX. (macauhub)

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